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Cyberpunk 2 está crescendo: o que já sabemos sobre o próximo grande RPG da CD Projekt

Cyberpunk 2077 levou anos para reconstruir sua reputação. Agora, com uma equipe cada vez maior trabalhando na sequência, a CD Projekt começa a preparar o próximo passo desse universo.

Cyberpunk 2, próximo RPG da CD Projekt RED

Cyberpunk 2 não é mais só uma promessa distante

Durante muito tempo, falar sobre uma continuação de Cyberpunk 2077 significava falar de “Project Orion”, um nome provisório e praticamente tudo o que tínhamos para trabalhar. Isso mudou. A CD Projekt passou a chamar oficialmente o projeto de Cyberpunk 2, e a fase conceitual foi encerrada em 2025, quando o jogo entrou em pré-produção. Ou seja: ainda estamos longe de Night City — ou de qualquer outro lugar que a sequência queira nos levar — mas o projeto já deixou aquela etapa em que praticamente tudo existe apenas como uma ideia no papel. E talvez o número mais interessante nem seja esse. É o tamanho da equipe que está começando a se formar ao redor do jogo.

A equipe de Cyberpunk 2 já está ficando grande

Em fevereiro de 2026, a CD Projekt tinha 149 desenvolvedores trabalhando diretamente em Cyberpunk 2. Alguns meses depois, em abril, eram 163. No levantamento mais recente divulgado pela empresa, referente a 31 de julho de 2026, esse número já havia chegado a 184 desenvolvedores. Isso não significa que o jogo esteja perto de ficar pronto. Muito pelo contrário. Mas mostra claramente que a CD Projekt está aumentando aos poucos a estrutura dedicada ao projeto. Cyberpunk 2 ainda é consideravelmente menor que The Witcher 4 dentro do estúdio — que contava com 519 desenvolvedores na mesma atualização —, mas a tendência de crescimento já ficou bem visível. E aqui começa uma das partes mais interessantes dessa história.

Dessa vez, Night City também está sendo construída do outro lado do mundo

Cyberpunk 2 está sendo desenvolvido com participação importante da operação norte-americana da CD Projekt RED, incluindo o estúdio de Boston, além de equipes ligadas a Vancouver e Varsóvia. E alguns nomes importantes de Cyberpunk 2077 continuam envolvidos. Gabriel Amatangelo, que assumiu a direção de Cyberpunk 2077 e comandou Phantom Liberty, é o diretor do novo jogo. Paweł Sasko também faz parte da liderança do projeto como associate game director, ao lado de outros veteranos da franquia. Isso importa porque Cyberpunk 2 não está sendo construído por uma equipe completamente separada da experiência anterior. Existe uma continuidade. Não necessariamente de personagens ou história — isso ainda não foi confirmado —, mas de pessoas que passaram justamente pelo lançamento complicado de 2077, pelas atualizações posteriores e pela transformação que culminou em Phantom Liberty.

O maior desafio talvez seja superar o Cyberpunk 2077 que existe hoje

É até estranho lembrar como Cyberpunk 2077 chegou ao mercado em 2020 quando olhamos para o jogo atualmente. Depois de atualizações enormes, mudanças em sistemas inteiros e a chegada de Phantom Liberty, a versão atual é praticamente o jogo que muita gente imaginava que receberia desde o começo. E isso cria um problema curioso para Cyberpunk 2. A sequência não vai competir apenas com a lembrança daquele lançamento desastroso. Ela vai competir com Cyberpunk 2077 depois de anos de melhorias. A CD Projekt também continua investindo pesado na franquia. Só em 2025, a companhia informou ter aplicado mais de 513 milhões de zlotys em seus futuros lançamentos, com The Witcher 4 e Cyberpunk 2 entre os principais focos desse investimento. A expectativa, portanto, mudou. Agora não basta fazer um Cyberpunk maior. Ele precisa ser melhor pensado desde o começo.

E o que Cyberpunk 2 realmente vai mudar?

Aqui é onde vale segurar um pouco a empolgação. Ainda não sabemos quem será o protagonista. Não sabemos se V voltará. Não sabemos se Night City continuará sendo o principal cenário. Também não existe uma data oficial de lançamento apresentada pela CD Projekt para Cyberpunk 2 nos materiais públicos mais recentes da empresa. E, sinceramente, talvez seja melhor assim por enquanto. Cyberpunk 2077 sofreu durante anos com o peso das expectativas criadas muito antes do lançamento. Mostrar Cyberpunk 2 apenas quando houver alguma coisa realmente sólida pode ser uma das lições mais importantes que a CD Projekt tirou dessa história. Até porque existe uma diferença enorme entre anunciar possibilidades e apresentar um jogo que realmente consegue entregá-las.

Cyberpunk não precisa provar que consegue sobreviver. Isso ele já fez.

Talvez essa seja a maior diferença entre o primeiro jogo e sua sequência. Antes de Cyberpunk 2077, a CD Projekt precisava convencer o público de que conseguiria criar alguma coisa tão grande fora do universo de The Witcher. Agora ela não precisa mais fazer isso. Cyberpunk virou uma das principais franquias da empresa, continua vendendo anos depois do lançamento e já se espalhou por jogos, anime e outros projetos. Em 2026, a própria CD Projekt ainda apontava a família Cyberpunk como uma das principais responsáveis por suas receitas. Então a pergunta mudou. Não é mais “será que Cyberpunk vai funcionar?” É: até onde a CD Projekt consegue levar esse mundo depois de tudo que aprendeu com o primeiro jogo? Cyberpunk 2 ainda está distante, mas pela primeira vez começamos a enxergar o tamanho da máquina que está sendo montada para criá-lo. E Night City já nos ensinou uma coisa: quando parece que a história acabou, quase sempre aparece outro trabalho esperando pelo próximo mercenário.

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